quinta-feira, 26 de abril de 2012

Kane & Abel, de Jeffrey Archer

Terminei há instantes a obra "Kane & Abel", do britânico Jeffrey Archer. Este livro conta a história de dois homens, empresários e influentes, e da batalha que travam ao longo de décadas.

Abel é polaco e é encontrado (ainda recém-nascido) num bosque, ao lado da mãe morta. Depois de passar seus primeiros anos com uma família de caçadores muito pobres, vai viver no castelo do Barão Rosnovski, que fica impressionado com a inteligência do menino (após a morte do Barão, ficamos a saber que o pequeno Wladik é filho dele). De uma origem completamente oposta, William Kane nasceu nos Estados Unidos e é o herdeiro de uma família de banqueiros, rica e importante. Aparentemente, nada liga estes dois... apenas a coincidência de terem nascido no mesmo dia.

Abel imigra para os Estados Unidos, onde acaba por se tornar proprietário de uma rede de hotéis. Enquanto isso, William Kane herda a fortuna do pai e assume a presidência do banco da família, lutando com todas as armas para transformá-lo em uma das mais importantes instituições financeiras do país.

Quando um mal-entendido os faz começarem a odiar-se, apesar dos seus caminhos se cruzarem mais do que uma vez, e para além de, a cada página, querermos que eles se sentem, conversem e desfaçam todos os entrelaços mal explicados ao longo de anos... isso não acontece!

Trata-se de um livro intrigante e apaixonante, tendo em conta os apontamentos históricos que surgem em cada "esquina". Por exemplo: Abel consegue sobreviver às atrocidades da 1.ª Guerra Mundial; o pai de William morre no desastre do Titanic; ambos, oferecem-se como voluntários na 2.ª Guerra Mundial; o crash da Bolsa de Wall Street em 1929 que quase afunda William... etc etc etc.

Alguém tem (e que me empreste) a sequela "A Filha Pródiga"?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Os Pilares da Terra, de Ken Follet (volume I)

Terminei ontem, o primeiro volume da obra "Os Pilares da Terra". Sendo um livro já "antigo", ouvira falar na sua grandeza vezes sem conta, até que me decidi a comprá-lo.

É fabuloso!

Tom "Pedreiro" tem de garantir o sustento da sua família, ao mesmo tempo que almeja construir uma catedral. Quando se vê sem trabalho e com um um bebé a caminho, Tom, Agnes, Alfred e Martha metem pés ao caminho, por forma, a que Tom encontre algo que providencie dinheiro, comida e uma casa.

Entretanto, depois de vários contratempos e na mais completa miséria, Agnes morre, após dar à luz. Sem forma de sustentar mais uma boca, Tom abandona o recém-nascido - que acaba por ser recolhidos pelo Prior Philip, outra personagem central na narrativa.

Outros personagens, como o Lord William Hamleigh, o mais detestável dos seres humanos, Aliena, uma donzela que se vê na desgraça, Ellen e Jack, a família que seguirá Tom, entre outros preenchem as muitas páginas de Os Pilares da Terra.

Não me vou alongar, por duas razões: 1 - A obra está cheia de "tricas", de voltas e contra-voltas, de personagens boas e más, que estaria aqui demasiado tempo a falar de todas; e 2 - porque a série televisiva já passou em Portugal.

Adorei e recomendo vivamente. Agora estou "em pulgas" para o segundo volume, mas... como a Feira do Livro está quase quase a chegar, espero mais um nadinha e tento encontrá-lo a um precinho mais simpático, vá!

sábado, 7 de abril de 2012

O Pássaro de Peito Vermelho, de Jo Nesbø

Harry Hole, polícia de homicídios e alcoólico em recuperação, é transferido para o serviço de segurança pública norueguês, depois de um "pequeno" deslize.

Pouco tempo antes, um neonazi, Sverre Olsen, por causa de um erro técnico, escapou a uma condenação.

Entretanto, já nos serviços de segurança pública, Harry sente uma campainha a soar quando um determinado caso de armamento lhe passa pelas mãos. Uma arma altamente mortífera, da qual não existem registos na Noruega, foi comprada por alguém e "dirige-se" para Oslo, num imbróglio que envolve antigos combatentes da Segunda Guerra Mundial.
Ellen, parceira de Harry, descobre que existe um polícia envolvido neste caso de tráfico de armas, e é brutalmente assassinada. As pistas deste homicídio apontam para Sverre Olsen.

Devo confessar que só comprei este livro, porque sinto uma espécie de ressaca de Stieg Larsson e, na contracapa de "O Pássaro de Peito Vermelho", a determinada altura estava escrito que Jo Nesbø já foi comparado ao sueco. Contudo, 559 páginas depois, concluo que Jo Nesbø tem mérito por si só e dá vontade de ler os outros livros dele.

"O Pássaro de Peito Vermelho" é um excelente policial (não tem um décimo da brutalidade de um qualquer livro da trilogia Millenium) e daria um filme muito bom, tal é a rapidez de cenas. Mesmo os capítulos em que se retrocede a 1944 estão muito interessantes, se bem que, de quando em quando, uma pessoa perde-se entre todos os nomes noruegueses que vão aparecendo (nem toda a gente se pode chamar António! :) )

Recomendo, mas com a adenda de se esquecerem da minha opinião!

terça-feira, 3 de abril de 2012

A Beleza e a Tristeza

Yasunara Kawabata Nobel da literatura japonesa e um hábil escritor que consegue equilibrar a delicadeza e subtileza da alma japonesa contraposta a sentimentos como o ódio, a vingança e a perversidade.

Em «A Beleza e a Tristeza», evoca-se uma relação entre um homem de 30 anos, escritor e uma adolescente que para sempre marcará a vida de ambos. No centro da intriga uma destrutiva história de amor porquanto 25 anos depois o passado continua a ensombrar as suas vidas.

Otoko a adolescente, torna-se numa famosa pintora que vive em Quioto, local onde Okio escritor na casa dos 50, decide ir em vésperas de Ano Novo para voltar a ver Otoko, mais de vinte anos volvidos entre o breve e dramático romance que viveram. A jovem depois da morte do bébé prematuro, fruto do caso com Okio, entra numa espiral de loucura que conduz a um suicídio falhado. Recupera e com a sua mãe parte para uma nova vida em Quioto.

Okio, preso a um casamento conturbado e com dois filhos, escreve um livro que relata o seu caso com Otoko, publicado, e que se torna numa obra de grande sucesso. Vinte cinco anos depois decide ir a Quioto procurar Otoko…o reencontro é frio, pejado de uma dramatismo mudo.

Keiko a jovem e bela pupila que coabita com Otoko, de personalide intrigante, dramática e perversa, contagiada pelo sofrimento de Otoko decide vingar a sua mestra, tecendo um malévolo e obsessivo plano de vingança.

O paradoxo e a delicadeza das descrições contrastam violentamente com a perversidade da personagem, realçando os sentimentos de tristeza, de amargura que marcam a vida da família de Okio e de Otoko.

Um texto cristalino, incisivo e ao mesmo tempo maravilhosamente belo pela intensidade dos sentimentos que a cada página se desenham.

domingo, 1 de abril de 2012

A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, de Stieg Larsson

Terminei hoje o último livro de Stieg Larsson. Confesso que me custa "abandonar" a trilogia Millenium e a ideia de já não ter mais histórias de Mikael e de Lisbeth provoca-me pequenos calafrios.

Para não estragar os argumentos do 1.º e 2.º livros, não me posso esticar no resumo de "A Rainha no Palácios das Correntes de Ar".

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Depois dos eventos de “A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo”, Lisbeth está no Hospital. Ferida com gravidade, a hacker, milagrosamente, recupera e apercebe-se que Zalachenko (querem saber quem é? Leiam os sacanas dos livros!) está à distância de dois quartos.

Contudo, a conspiração para abafar o que relaciona Zalachenko e Lisbeth, que entretanto é constituída arguida, está mais forte do que nunca e mete, inclusivamente, a vida de Mikael em perigo.

Mikael Blomkvist continua na sua senda para desmascarar uma sub-secção da polícia secreta sueca; uma sub-secção tão absolutamente secreta que nem a própria polícia sabe da sua existência, nem o Governo sueco...

Mas o jornalista não está sozinho. Armanskij (ex-patrão de Lisbeth), o inspector Bublanski (responsável inicial nos crimes do 2.º livro), Anika Gianini (irmã de Mikael e advogada de Lisbeth), entre outros, unem esforços, para mais do que nunca, provar que Lisbeth não é a lésbica satânica, débil mental que A Secção quer dar como certa.

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Falecido em 2004, Stieg Larsson foi jornalista e editor responsável da revista Expo. Foi um dos maiores peritos mundiais no estudo de movimentos antidemocráticos, de extrema-direita e nazis. Morreu subitamente pouco tempo depois de entregar à sua editora sueca os três volumes da trilogia Millennium.