quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

«As nove plantas do desejo»

Margot Berwin fez-me literalmente devorar este livro, praticamente numa noite. Comecei a lê-lo e só o pousei quando cheguei à última página.

Um enredo curioso, envolvente e místico conta-nos a história de uma publicitária, Lila que decide comprar uma planta tropical num mercado perto do local para onde se mudou após o divórcio.

A compra desta planta ira mudar a sua vida de forma irreversível através do contacto com personagens com um cariz místico que a levarão à selva do Iucatão, no México em busca de nove plantas tropicais que de acordo com lendas possuem características únicas e especiais, e que em conjunto permitirão ao seu possuidor ter tudo o que deseja na vida.

Três personagens masculinas irão cruzar a sua vida e terão diferentes papeis na busca da sua identidade, que se irá revelando ao longo da narrativa num frenesim algo alucinado.

«As nove plantas do desejo», fazem-nos mergulhar num ambiente hipnotizante, envolvente e exótico, carregado de um erotismo latente que nos levará a descobrir um mundo botânico fascinante e bem fundamentado.

É um livro estranho, meio louco e de alguma forma alucinante, com alguns lugares comuns mas perfeitamente viciante e de alguma forma, saboroso e intrigante. Uma leitura leve, sem grandes pretensões mas imensamente agradável como contraponto a um outro tipo de literatura mais séria, mais pesada e intensa como será o próximo livro que vos trarei.

Uma história diferente que no estilo romance light é uma leitura agradável.

As nove plantas são:

Gloxínio - A mítica planta do amor à primeira vista.
Zâmia - A planta da imortalidade, sobrevive desde o período jurássico.
Cacau - A árvore da vida e da fortuna.
Dama-da-noite - Símbolo da fertilidade e da procriação.
Canábis sinsemilla - A planta da sexualidade feminina.
Lírio-do-brejo - Vitalidade. Numa emergência, esta planta pode substituir a digital como medicação para um problema de coração.
Mandrágora - A planta da magia.
Chicória - A planta da liberdade. Proporciona invisibilidade a quem se atrever ingerir a sua seiva amarga e leitosa.
Datura - A planta que causa visões e sonhos do futuro.


A décima. A planta da paixão, que não tem nome e que é a surpresa final…

Memorial do Convento, de José Saramago

Saramago é um caso sério na minha vida. Li, inicialmente, O Ensaio sobre a Lucidez, passei ao As Intermitências da Morte, O Ano da Morte de Ricardo Reis, Ensaio sobre a Cegueira (vi 1.º o filme) e terminei ontem o Memorial do Convento.

E... não consigo decidir de qual gostei mais. O Memorial é uma obra gigantesca. Trata-se de um livro que não é de fácil leitura, é denso, grande e com escrita "à Saramago", com discursos directos e indirectos meio misturados que só alguém com "graduação" no autor consegue distinguir à primeira. Mas é um livro brilhante.

A acção do livro passa-se no início do século XVIII. O Rei D.João V promete erguer um convento para a Ordem Franciscana (o Convento de Mafra), acaso a Rainha engravide. Tal benção chega à família real e o Rei dá ordem para que se inicie a construção. Neste episódio do livro há uma crítica claríssima à nobreza e ao clero (os poderes da altura).

Por outro lado temos Baltazar Sete-Sóis e Blimunda Sete-Luas, unidos pela benção do padre Bartolomeu, um elemento do clero demasiado moderno e demasiado empreendedor para o que se esperaria de um padre.

O sonho do padre Bartolomeu é voar. Para tal constrói uma máquina de voar, a Passarola, e com a ajuda de Baltazar (que ajuda a erguer a máquina) e Blimunda (que recolhe as vontades das pessoas) consegue voar.

Mais tarde, sabemos que o padre Bartolomeu, enlouquecido é apanhado em Espanha pela Inquisição. Entre aventuras e desventuras, este livro descreve vários anos nas vidas de Baltazar e Blimunda, cuja última acção é a recolha da vontade do seu amor quando este foi apanhado pela Santa Inquisição e morto na fogueira.

Muito bem escrito, muito emocionante, muito angustiante... é muito Saramago.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Perdida, de Mo Hayder

Creio ter dito em ocasiões anteriores que o meu excelso homem me viciou na escritora britânica, Mo Hayder. A crueza com que ela descreve certos momentos das acções é gritante.

Terminei, ontem à noite (depois do respectivo jantar de namorados), o último livro dela que me ofereceram no Natal (obrigada, sogrinha!), "Perdida".

No seguimento dos livros "Ritual" e "Pele", ainda andamos às voltas com um caso determinante dos livros anteriores e que envolve o detective Jack Caffery e a Sargento Flea.

Em “Perdida”, o detective Jack Caffery enfrenta um dos maiores pesadelos de qualquer pessoa ou força policial: o rapto de crianças. Inicialmente, tudo parece um "simples" caso de carjacking, mas há medida que o tempo avança, novas pistas e novas ocorrências apontam para o rapto puro e duro das pequenas Martha e Emily. E cada segundo conta para ainda serem encontradas vivas.

Ao contrário de outros livros, desta vez tinha um "feeling" de quem seria o mau-carácter desta história. O que se veio a confirmar no fim (weeee... um ponto para mim!).

Não deixem de o ler. Consegue transmitir uma sensação de perturbação fascinante... ok, talvez este não seja o melhor argumento, mas leiam-no.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Resultados do passatempo "Para ti, Campeão"

Antes de mais qualquer frase, quero pedir desculpa por falhar 24 horas no anúncio da vencedora do passatempo. Tanto as participantes como a Ana Maltez ficaram à espera de um anúncio que não aconteceu.

Mas... (e há sempre um!)

... já temos a vencedora apurada. Quero agradecer às meninas que participaram (meninos, cadê vocês?), mas a vencedora foi a Carla Guilherme.

A frase da Carla foi:

Amar é estar sempre presente, mesmo que na ausência, é cuidar, partilhar, respeitar. É a força que guia cada passo em direcção a um futuro desconhecido, é a certeza de um sorriso de bom dia e um beijo de boa noite. Amar é a eternidade, e a eternidade é infinita!


Parabéns!