segunda-feira, 18 de julho de 2011

Umberto Eco escreve versão ligeira de 'O nome da Rosa'

Quem leu este livro, sabe da importância desta notícia... heheh

15 de Julho, 2011O
O escritor italiano Umberto Eco vai reescrever o romance 'O Nome da Rosa', que lhe garantiu a notoriedade mundial, para o tornar «mais acessível a novos leitores», noticiou o diário romano La Repubblica.
Eco vai aligeirar várias passagens da obra assim como a linguagem usada no thriller medieval, com acção passada no século XV, para o aproximar das novas gerações e das novas tecnologias. O Nome da Rosa teve origem na paixão declarada do autor, um medievalista confesso, pelos livros e pela cultura da época.

O escritor tem por objectivo ultrapassar a dificuldade idiomática ou a densidade de várias passagens da obra, assim como chegar àqueles que só conhecem excertos publicados na internet, através das potencialidades de uma nova edição digital.

Bompiani, a tradicional editora de Eco que publicou o romance em 1980, estabeleceu o próximo dia 5 de Outubro como data para o relançamento de O Nome da Rosa, em nova e mais ligeira versão.

No romance, dois monges, o franciscano Guilherme de Baskerville (personagem que conjuga as referências de Guillaume d'Ockham, o filósofo «invencível» inglês, Venerabilis inceptor do século XIV, com as referências literárias de Connan Doyle e um dos mistérios-chave de Sherlock Holmes, O cão dos Baskervilles), e o seu discípulo, o noviço Adso de Melk, investigam uma série de assassínios num mosteiro beneditino, todos relacionados com um livro proibido.

A novela foi um verdadeiro êxito de vendas, traduzida em cerca de meia centena de línguas, com milhões de cópias vendidas em todo o mundo - mais de seis milhões só no país de origem -, encontrando-se há anos entre os cem títulos fundamentais do século XX, escolhidos pelo vespertino francês Le Monde.

Em 1986, o cineasta francês Jean-Jacques Annaud assinou a adaptação cinematográfica, com Sean Connery como Guilherme ou William de Baskerville, e Christian Slater como Adso de Melk.

O Nome da Rosa foi originalmente publicado em Portugal pela Difel, em 1983, com tradução de Maria Celeste Pinto, tendo, logo no primeiro ano, esgotado perto de cinco edições.

À semelhança do que se passou noutros países, o romance revelou ao público português um autor até então conhecido apenas dos meios universitários por ensaios como Signo, Como se faz uma tese em ciências humanas, A definição da arte ou Leitura do texto literário.

Lusa/SOL

segunda-feira, 11 de julho de 2011

As Pontes de Madison County, de Robert James Waller

As Pontes de Madison County é a história de Robert Kincaid, fotógrafo famoso, e de Francesca Johnson, mulher de um agricultor do Iowa.
Kincaid, de 52 anos, é fotógrafo da National Geographic — um estranho e quase místico viajante dos desertos asiáticos, dos rios longínquos, das cidades antigas, um homem que se sente em desarmonia com o seu tempo. Francesca, de 45 anos, noiva italiana do pós-guerra, vive nas colinas do Iowa com as memórias ainda vivas dos seus sonhos de juventude. Qualquer deles tem uma vida estável, e no entanto, quando Robert Kincaid atravessa o calor e o pó de um Verão do Iowa e chega à quinta dela em busca de informações, essa estabilidade desaba e as suas vidas entrelaçam-se numa experiência de invulgar e estonteante beleza, que os marcará para todo o sempre.
O resultado é uma história apaixonante e profundamente comovedora. (sinopse retirada daqui).