terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Fantasma de Canterville

Querem um conselho (gratuito) de amiga?! Leiam 'O Fantasma de Canterville', de Oscar Wilde. É um conto pequenito, mas de chorar a rir.

Sir Simon Canterville, um nobre inglês, está morto há mais de trezentos anos e, em todo esse tempo, aterroriza as gerações de Cantervilles que passam pela mansão da família. A histórica (e assombrada) moradia é comprada por um casal de americanos, os Otis, que, com os seus quatro filhos, aí vão habitar.

Contudo, estará o fantasma habituado aos hábitos americanos?! A resposta é não. Habituado que estava a sentir um gosto especial em horrorizar as pessoas - em casos extremos, provocar-lhes sustos que levem à loucura ou à morte - Sir Simon vê-se subitamente a ser humilhado pelos Otis que, simplesmente, não lhe passam cartão algum, chegando os gémeos Otis a usá-lo como alvo preferencial nas suas brincadeiras.

Apenas Virginia Otis - a jovem filha - é capaz de fazer algo para ajudar Sir Simon Canterville. Um conto de meia dúzia de páginas capaz de arrancar algumas (e boas gargalhadas).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Ilha dos Porcos

Depois de ter, literalmente, devorado "Os Pássaros da Morte", de Mo Hayder, seguiu-se "A Ilha dos Porcos", da mesma autora.

Trata-se de outro livro que testa - até ao limite - a nossa capacidade para aguentar qualquer refeição no estômago. É mais um livro brutal e de uma doentia (no bom sentido) forma de descrição.

Resumo da livraria online, WOOK:
O jornalista Joe Oakes ganha a vida a desmascarar fraudes sobrenaturais. Como céptico que é, acredita que tudo tem uma explicação racional. Porém, quando visita uma reservada comunidade religiosa numa remota ilha escocesa, tudo o que tem como certo é posto em causa.
As questões acumulam-se: porque foi a comunidade acusada de satanismo? O que aconteceu ao seu guia espiritual, o Pastor Malachi Dave? E, mais importante ainda, por que motivo ninguém fala da estranha aparição vista a vaguear nas praias da Ilha dos Porcos?
O confronto, e as consequências sangrentas, é tão catastrófico que obriga Oakes a questionar a natureza do mal, e se pode ou não ser responsável pelo terrível crime prestes a acontecer.
Neste assombroso novo livro, Mo Hayder desafia os leitores a enfrentar os seus medos mais íntimos e a olharem para lá da banalidade que jaz subjacente à normalidade do dia-a-dia.
A Ilha dos Porcos aborda as coisas inomináveis que as pessoas são capazes de fazer umas às outras.

domingo, 19 de setembro de 2010

Os Pássaros da Morte

Estão a ver aquele tipo de livros que à medida que o vão lendo, simplesmente, não querem parar? E que à medida que vão acabando vocês só querem saber o que acontece na última linha? E lêem-no tão depressa que, quando se apercebem, já o estão a fechar? Pois... isso aconteceu-me ontem. Terminei um livro e ontem fui à estante buscar outro. Comecei a lê-lo por volta das 11h00 e seriam 23h00 quando o terminei.

A Mo Hayder foi a culpada. O meu namorado emprestou-me o primeiro livro dela, Os Pássaros da Morte, e simplesmente tive de acabar de o ler de tão... louco que é.

Em Inglaterra, a polícia é alertada para a descoberta de um corpo semi-acimentado. Uma mulher. Talvez prostituta. Quando chega a Investigação Criminal e é necessário levar o corpo para a morgue, surge o inesperado: mais quatro corpos. Durante a autópsia, algo ainda mais inesperado... cada corpo tem dentro de si um pequeno tentilhão.

Caffery, um dos inspectores envolvidos no caso, vê-se numa investigação que a droga, o álcool e a prostituição são práticas recorrentes (Caffery é, além do mais, a personagem principal de mais quatro obras da autora). Um thriller muito louco!!! Recomendo vivamente - às pessoas com estômago forte!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Ilha debaixo do Mar

Depois de alguns inícios, paragens e recomeços, terminei o livro 'A Ilha debaixo do Mar', da autoria de Isabel Allende. A escritora chilena não é das minhas favoritas, se bem que já li muitos livros dela. 'A Ilha debaixo do Mar' foi o último que me veio parar às mãos.

O livro tem como personagem principal a escrava Zarité - ou Teté, como todos a tratam - e a acção passa-se em vários pontos do globo (Haiti, Cuba, França, Inglaterra, Estados Unidos...), nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Contudo esta é uma escrava que se pode considerar 'sortuda', porque nunca conheceu a dureza da vida do campo. Entre a felicidade e momentos de puro terror, Teté luta contra tudo e todos até alcançar a tão ansiada liberdade.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

Desfigurada

Há umas semanas, vi, em cima da mesa-de-cabeceira da minha mãe, uma das suas mais recentes aquisições: Desfigurada, de Rania al-Baz, uma activista contra a violência contra as mulheres.

Este livro - que li num dia e meio - conta a sua história enquanto mulher na Arábia Saudita. Rania al-Baz conta em não sei quantas páginas aquilo que passou em dois casamentos: a frieza do primeiro marido, a humilhação de um divórcio e a violência que sofreu com o homem que escolheu para segundo marido.

Violento e ciumento do sucesso que Rania alcançava enquanto jornalista, o marido espancou-a de tal forma que a deixou quase morta e abandonou-a à entrada do Hospital, onde foi encontrada. Praticamente irreconhecível. Não fosse ser uma figura conhecida através da televisão, Rania seria mais uma a acrescentar à lista de mulheres mortas pelos maridos.

Este livro - Desfigurada - está na linha do 'Queimada Viva', que li há uns anos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Homem do Colorado

Decidi fazer uma pausa nos meus livros e reler uma coisa mais 'velhinha'. Falo de 'O Homem do Colorado' de Stephen King. À primeira vista, este nem parece um dos livros de King. Não há seres estranhos ou 'coisas' sobrenaturais. É um livro 'clean', mas que nem por isso deixa de ser interessante.

Dois velhos jornalistas descrevem à sua estagiária algo passado há muitos anos: o mistério sobre o aparecimento de um corpo na costa do Maine. Nada no corpo do homem permite identificá-lo, mas a persistência dos dois jornalistas - na altura ainda novos - e de um jovem estudante de medicina forense vai abrir outras portas. Quem é afinal 'O Homem do Colorado'??

É a segunda vez que o leio e acho que vale a pena. É um livro pequenino e que se lê quase de uma assentada.

Um aparte: lamento, mas não encontrei nenhuma imagem da capa do livro. Só encontrei algumas do livro original 'The Colorado Kid'. A minha edição data de 2005 e é do Círculo de Leitores.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mataram o Sidónio! ou Descubra como nasceu o CSI português

Acabei de ler, durante os meus primeiros dias de férias, o último livro de Francisco Moita Flores, 'Mataram o Sidónio!' e gostei. Gostei porquê? Simples, respondo eu. Tem duas coisas que gosto: enquadramento histórico e contornos 'à la CSI' português.

'Mataram o Sidónio!' passa-se durante a 1.ª República e começa com o assassinato de Sidónio Pais, ao mesmo tempo que Lisboa está a braços com uma epidemia do vírus 'influenza' (H1N1 - gripe A... diz-vos alguma coisa?). E o espaço que vai ser o Instituto Nacional de Medicina Legal está à pinha tal é a quantidade de cadáveres.

O corpo do Presidente é embalsamado, mas algo não está bem. E Asdrúbal d' Aguiar sente-o. Até ao dia em que chega uma ordem superior para ser feita uma autópsia a Sidónio Pais - que não havia sido feita anteriormente.

E mais não digo. O livro é muito interessante e tem momentos muito engraçados, especialmente com a figura de Manuel Moreira Júnior, o médico que faz o embalsamento de Sidónio. Ahhhh... o livro também descreve um suposto encontro do médico Asdrúbal d'Aguiar e de Fernando Pessoa no 'Martinho da Arcada'. É, portanto, um livro cheio de 'pessoas' que nos são familiares.

Leiam.