quarta-feira, 29 de julho de 2009

A Morte Chama-te

É disto que gosto: livros que sejam entusiasmantes logo desde a capa. Sobre este livro que, mais uma vez, a minha mãe leu primeiro, ela só disse: "Neste só se descobre o assassino mesmo no fim"... e disse isto a 2 páginas e meia de terminar.

"A Morte Chama-te" é mais um livro de Karen Rose, que apresentei há cerca de um mês. Na altura li "Chegou a tua hora" e, segundo consta, já há um terceiro livro encomendado. São 'thrillers' policiais que nos deixam na boca um gostinho especial e arrepiados por não saber o que se segue.

A sinopse (disponível no site do Círculo de Leitores) diz o seguinte:
Tess é dedicada aos seus pacientes. Os anos de terapia ensinaram-na a ouvir, compreender e a guardar segredo. O que se partilha num consultório de psiquiatria é confidencial. Quando os seus pacientes se começam a suicidar a polícia logo estabelece um elo entre todas essas mortes: todos eram pacientes de Tess. Será ela a assassina? Ou a vítima? Quem quer destruir a sua carreira, a sua vida pessoal? Um intenso e apaixonante thriller romântico.

Sobre a autora:
Karen Rose é natural da Florida, EUA, onde vive actualmente com o marido e as duas filhas. Apaixonada pela leitura, seguiu pelos caminhos da ciência completando a sua formação em Engenharia Química na Universidade de Maryland. Trabalhou como engenheira e dei aulas de Química e Física até que redescobriu o prazer da leitura entre viagens de trabalho. Em 2003 editou o seu primeiro livro, "Não contes a ninguém", um sucesso editorial que a levariam a um outro rumo profissional - o da escrita. Hoje, com oito romances editados, traduzida em vários países e em cinco línguas, distinguida com o Rita Award, o Romantic Times Reviewer Choice Award e o Gayle Wilson Award, é uma das mais conhecidas autoras norte-americanas a recriar o thrilher romântico.

sábado, 25 de julho de 2009

Leitura de fim-de-semana

Já deixei a ideia que gosto de andar a ler dois livros ao mesmo tempo. Esquizofrenia, dizem uns, capacidade de retenção, dizem outros... ou então, ninguém diz nada e isto é parvoíce minha.

Hoje, sábado, calhou-me estar de serviço. Trabalho orientado, não há nada para escrever ou paginar e eis que saco do livro que escolhi para me fazer companhia: Adeus, minha concubina, de Lilian Lee.

Já tenho este livro há mais de dois anos lá por casa. Uma das desvantagens de ter muitos livros, é que se arranja sempre outro, e alguns acabam por se tornar "veteranos" na estante.

Na descrição da livraria WOOK, lê-se:
Na China dos anos 30 a Ópera de Pequim é um espectáculo luxuriante destinado às classes privilegiadas, embora os futuros actores que frequentam as suas escolas sejam oriundos das famílias mais pobres. É esse o caso de Xiao Douzi, abandonado pela mãe, uma prostituta que não tem meios para criá-lo. A amargura e a miséria da sua infância vão sendo substituídas pelo empenho com que se entrega à sua arte e pela relação que mantém com um colega mais velho, Xiao Shitou, por quem se apaixona e que se tornará o seu protector e melhor companheiro.
Escolhidos para desempenhar respectivamente os principais papeis feminino e masculino da ópera Adeus, Minha Concubina, a sua relação na vida real. Na voragem das grandes transformações que assolam o seu país, eles e a bela cortesã que entre os dois se interpõe viverão uma trágica história feita de amor, traição e morte.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

De novo Paixão

Peguei no segundo livro do Pedro Paixão - por coincidência (ou não) comprado ao mesmo tempo que o 'Amor Portátil'.

Desta vez, vou ler 'Saudades de Nova Iorque'. No que me toca, é impossível ter saudades de um local que nunca pisei, mas o título fez-me querer embarcar no próximo avião. Destino: Nova Iorque. Aquele cenário urbano que vemos na TV é simplesmente impressionante.

Mas, de volta ao livro. Procurei na internet o que se dizia. No site da livraria on-line Wook versava o seguinte:
'Saudades de Nova Iorque' está escrito como se de um diário se tratasse. Os textos começam sempre com a referência a uma data e a um lugar, na primeira parte, ainda em Portugal, e depois só com uma data, na segunda parte, já em Nova Iorque. Mas "não é um diário". São "estilhaços de um espelho que se quebrou sem querer", pequenas histórias, "teorias precárias", memórias (inventadas), avisa Pedro Paixão na p. 9, resultantes de uma viagem à "big apple" "com o fito de realizar um triplo trabalho: recolher material para um livro, fazer uma série de fotografias, gravar e filmar para a posterior edição de uma curta-metragem". Estas são as razões de superfície. Está aí o livro, para ir descobrindo as razões "mais profundas", e outras. As fotografias saem no álbum de imagens '47W17', acompanhadas de textos de Paixão, na mesma editora. Enquanto aguardamos pela curta-metragem, let's read the words and see the pictures.

A ver vamos.

domingo, 19 de julho de 2009

Amor Portátil

De Pedro Paixão.

Este foi mais um daqueles livros que comprei na última Feira do Livro de Leiria. Antes de o ler, passou pelas mãos da minha mãe, porque, infelizmente, tenho tido menos tempo livre para me dedicar. Ela disse "foi uma seca".

Quando o agarrei e comecei a ler, percebi a minha mãe. Pedro Paixão não é simples, não é convencional, não tem um começo... este autor, simplesmente, escreve. E lindamente!

"Amor Portátil" é um conjunto de histórias. 'Short stories' para ser mais exacta. Não consigo dizer qual gostei mais, mas sei dizer qual me impressionou mais.

Lódz

No ghetto de Lódz uma mulher de 42 anos aproximou-se do arame farpado pedindo à sentinela que a matasse. O soldado exigiu que primeiro dançasse e depois de a ver dançar atirou à queima-roupa. Foi no dia 11 de Novembro de 1941 em Lódz, na Polónia, como já disse, ou em qualquer outro lugar.


Simplesmente isto! Simplesmente Pedro Paixão!

domingo, 5 de julho de 2009

Plano B literário

Uma das vantagens de ter vários livros em lista de espera é puder agarrar num deles quando nos esquecemos no trabalho do livro que andamos a ler. Apercebi-me, na sexta-feira, ao início da noite, que tinha deixado o livro da Isabel Allende em cima da secretária da redacção.

Recorri ao plano B: pegar numa das bandas desenhadas que comprei em Maio, durante a Feira do Livro de Leiria.

Ultimamente, tenho lido alguma banda desenhada, essencialmente cómica, mas deixei-me conquistar pela capa soturna do livro "Diosamante - A parábola do reino em chamas". Em três capítulos é contada a história da bela (e cruel) Diosamante, Rainha de Arhas. Diosamante conquista todos os homens com a sua beleza, torna-os seus amantes e depois mata-os. Até que conhece Urba, Rei de Sarabba.

A partir daí, Diosamente corre para se tornar uma mulher merecedora do amor de Urbas. Depois de penar por muitos e muitos anos, consegue alcançar um lugar junto ao trono do seu amado. Apesar de não ser a banda desenhada mais genial que li, está bem conseguida e os desenhos são bons. Gostei e é provável que visite mais vezes a livraria onde o comprei, na esperança de encontrar outro do género.