quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Lido: Antes de Sermos Vossos, de Lisa Wingate

Sou mãe. Tenho um filho com quase 5 anos. Este livro, que agora terminei, deixou com ânsias de agarrar o meu menino e nunca mais o largar.

Antes de Sermos Vossos é baseado em factos verídicos... o que me deixou ainda pior! Imaginem o cenário: deixam os vossos filhos irem para a escola. Ao fim do dia, eles não regressam. Na escola, dizem-vos que as crianças nunca lá chegaram. Ninguém sabe onde estão... desapareceram sem deixar rasto.

É mais ou menos isto que aconteceu entre os anos 20 e os anos 50, nos Estados Unidos... Georgia Tann foi a responsável por um dos maiores escândalos de adopções ilegais de que há memória: crianças que eram raptadas das suas famílias e vendidas a famílias endinheiradas dos EUA.
E foi este caso gravíssimo que deu origem a este Antes de Sermos Vossos, que tive a possibilidade de ler, graças à cortesia da editora Saída de Emergência.

A história acompanha duas protagonistas: May, que narra os acontecimentos em 1939, e Avery, nos dias de hoje. O livro tem o ritmo certo e os capítulos são intercalados: ora fala M
ay, uma (agora) idosa num lar de 3.ª idade, ora fala Avery, a jovem filha de um abastado senador americano. O que une estas duas mulheres?

Excerto:
"Alguém me toca na mão e no pulso, dedos que me envolvem tão inesperadamente que recuo com um safanão, depois paro para não dar azo a uma cena. O aperto é frio e ossudo e tremente, mas surpreendentemente forte. Volto-me e vejo a mulher do jardim. Endireita as costas corcovadas e fita-me com olhos cor das hidrângeas lá de casa, em Drayden Hill — um azul suave e límpido com uma ligeira névoa em volta das extremidades. Os seus lábios pregueados tremem. Antes de recuperar o espírito, uma enfermeira vem buscá-la, agarrando-a com fi rmeza. 
— May — diz ela, dirigindo-me um olhar de desculpas. — Venha. Não devemos incomodar as nossas visitas. 
Mais do que me soltar o pulso, a mulher idosa agarra-se a ele. Parece desesperada, como se precisasse de alguma coisa, mas não consigo imaginar o que seja. Perscruta-me o rosto, esticando-se para cima. 
— Fern? — sussurra ela."

Podemos tirar tantas lições... e pensar que existem (ainda hoje, talvez!), pessoas que nunca souberam quem eram os seus verdadeiros pais, porque lhes foram, literalmente, arrancados?! É chocante!

Após 1950, o rebentar do escândalo obrigou à reforma das leis da adopção nos EUA. Tann, responsável também pela morte de cerca de 19 crianças, devido a negligência, nunca foi condenada, porque morreu, nesse ano, de cancro.

Aconselho, vivamente, a leitura de Antes de Sermos Vossos (que, de resto já havia falado aqui), de Lisa Wingate. Procurem nas livrarias já hoje, se puderem, e aproveitem o fim-de-semana para ler esta obra.

Deixo também os links:
da página da Wikipédia de Georgia Tann: https://en.wikipedia.org/wiki/Georgia_Tann

e de um caso real, de Devy Bruch, publicado em 2015: http://fayettewoman.com/legacy-devy-bruch-life-stolen-baby.html


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

1000 livros que temos mesmo de ler

Há poucos dias, uma ex-colega da faculdade enviou-me uma lista, com data de 2009, do jornal The Guardian com os 1000 livros que temos mesmo de ler.

Link: https://www.theguardian.com/books/2009/jan/23/bestbooks-fiction


Dei-lhe uma olhada, "na diagonal", reconheci algumas obras... mas depois, horas mais tarde, atentei naqueles nomes. Mil livros é muita "fruta". Copiei para um documento "word" e sublinhei a vermelho aqueles que já tinha terminado.

36. Daqueles 1000 livros "essenciais", li 36 completos. Há um ou outro que tenho dúvidas: os nomes parecem-me familiares, e procurada a sinopse também me pareceu conhecida, mas sem certezas. Aprendi, formalmente, a ler aos 6 anos. E em 29 anos de vida, já muitos livros me passaram pelas mãos - estaria louca se me lembrasse de cada um deles.

Havia por lá outros que comecei a ler e que não terminei. O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco, por exemplo, é um deles. Uma Conspiração de Estúpidos, de John Kennedy Toole, é outro...

Na lista, havia nomes de livros que tenho - seja nas prateleiras, ou encaixotados no sotão ou na casa dos meus pais. O Velho e o Mar, de Hemingway, é o exemplo.

E depois, há outros que vi os filmes, mas nunca peguei nos livros. Alta Fidelidade, de Nick Hornby, ou O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, ou Parque Jurássico, de Michael Crichton - só para citar alguns dos mais conhecidos. Sem contar com os clássicos de Ian Fleming e o seu 007 (estão três histórias de Bond, nesta lista).

Ainda na categoria livros que viraram livros, tenho o filme 39 Degraus, mas ainda não o vi, sendo que é baseado na obra de John Buchan, com o mesmo nome.

Feitas as contas: 36 já lidos, 7 começados a ler e nunca terminados e, além destes, mais 9 que tenho. Posso, se quiser, e nas calmas, chegar aos 52 livros. Já só ficam a faltar 948, certo?! 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Novidade: Tempestade, de Marina Perezagua

Literatura de alto risco, inquietante, que põe ombro a ombro ideias hipnóticas, terríficas, resoluções devastadoras e momentos de uma beleza estranha e desarmante, os contos de Marina Perezagua, reunidos neste volume inédito, são pequenas explosões literárias.

Misturando o insólito, a violência, a beleza, a esperança, a crueldade e o desespero, apresentam, tão dura como ela é, a parte negra da experiência humana, sem limar arestas ou evitar faúlhas, mas também sem negar a possibilidade de redenção, o reencontro e o amor. Tradução assinada por Guilherme Pires.

Os vestidos, pesados de tanta agua que absorveram,arrastam para o fundo a infeliz mulher, e a morte interrompe o seu canto dulcissimo. «Matei-a», temo. A bela Helena jaz sobre a mesa do jardim. As aguas abriram-se a minha passagem. Estou vivo e seco. De uma vela cai uma pequena gota que arrefece sobre a sua palpebra. A tempestade acalmou-se, e oico um aplauso definitivo e profundo como um ultimo adeus. — in A Tempestade (pp. 21) 

Sobre a autora:
Marina Perezagua é uma escritora espanhola, nascida em Sevilha em 1978. Tem sido elogiada por leitores e críticos pela sua escrita extremamente visual e desconcertante, que a tornou uma voz única na literatura espanhola contemporânea. Tendo publicado inicialmente os livros de contos Criaturas Abisales (2011) e Leche (2013), foi o seu primeiro romance, Yoro, de 2015, que a converteu numa figura consensual entre a crítica. Os seus contos foram publicados em diversas revistas literárias, como Electric Literature, Granta (espanhola e britânica) ou Maaboret (em hebraico). É licenciada em História da Arte e doutorada em Filologia. Vive em Nova Iorque, onde ensina Espanhol na New York University e noutras instituições. É praticante de mergulho livre e, em 2015, percorreu a nado o Estreito de Gibraltar em menos de quatro horas.

Ficha Técnica: Tempestade, de Marina Perezagua (Ed. Elsinore | 240 pp| 17,69€)

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Os Loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho

A acompanhar-me durante a aula de natação da minha cria
Este foi um livro que me ficou na retina, mal ouvi os primeiros murmúrios sobre ele. A ideia era simples: em Paris, no ano de 2001, Yankel, um velho livreiro cego, recebe uma visita inesperada - Eryk, o seu melhor amigo de infância.

Feito escritor famoso, também Eryk sofre com a idade e pede ao seu velho amigo ajuda para a escrita daquele que virá a ser a sua última obra, o livro que o irá redimir... o desafio é escreverem sobre a sua infância e o destino da aldeia polaca onde nasceram e cresceram, que durante a Segunda Guerra Mundial foi dizimada: primeiro, pelos russos e depois, pelas tropas alemãs.

Eryk estará sempre acompanhado da esposa Vivianne que, ao longo da narrativa, mostra saber mais desta viagem ao passado do que, inicialmente, pensamos.

A cidade estava literalmente dividida em duas: de um lado cristãos e do outro, os judeus. Um dia, com o pronúncio da vinda dos primeiros soldados, a vida daquelas duas comunidades - mantida por séculos de rancores - nunca mais viria a ser a mesma.

Não quero contar muito deste livro, confesso. É um "filho da mãe" de um livro. Caraças. Demorei... sei lá... menos de uma semana a lê-lo (?!). Prendeu-me de tal forma que só parei para respirar de tempos a tempos... e para clarear a garganta que parecia querer prender nela alguns soluços secos.

Terminei de o ler há instantes. Foi o tempo de o guardar na estante, pegar no portátil, abrir o Blogger e começar a escrever. Ainda o estou a digerir...

Os Loucos da Rua Mazur é um livro histórico - quase um documento -, é uma biografia, é um romance... e a escrita (?!)... a escrita é linda, é humana, é crua ao ponto de nos deixar indignados, arrepiados com as descrições.

Acabo de substituir Os Loucos da Rua Mazur por Perguntem a Sarah Gross, na minha lista de livros a ler.

No fim do livro, João Pinto Coelho escreve que os factos descritos foram inspirados em factos reais, o que nos deixa um amargo na boca e a sensação de ficarmos "sem chão" perante as traições e as atrocidades cometidas, por pessoas perfeitamente comuns contra os seus vizinhos. 

Os Loucos da Rua Mazur merece um reconhecimento claro dos leitores. Vale tanto a pena lê-lo, acreditem em mim!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Wishlist de aniversário

Daqui a uma semana (dia 23) faço 35 anos. São bué de anos, caraças! Para ficar feliz, neste dia, não preciso de muito, basta um destes livros :)
Selecionei apenas 10 - entre novidades e clássicos. Qualquer um destes livros podia ser uma boa prenda. Não que me façam falta - nada disso!! - mas, livros, nunca são demais!



1 - O Homem de Giz, de C.J.Tudor
Logo que li a sinopse, pensei "este livro tem de vir viver comigo". Seja dia 23, ou num qualquer outro dia, O Homem de Giz vai fazer parte da família.

2 - Uma Coluna de Fogo, de Ken Follet
É um livro que devia ser dois, tal é a espessura do bicho. Tenho de andar com ele dentro de uma mala de viagem, ou então limitá-lo à mesa-de-cabeceira... vou meditar sobre este assunto. Mas as críticas que leio dele são fantásticas. E um romance histórico fica sempre bem. E os meus Os Pilares da Terra estão a sentir-se sozinhos na prateleira.

3 - A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da, de Mark Manson
Se é para comprar um livro de "auto-ajuda", que seja este... definitivamente, este.

4 - Os Anagramas de Varsóvia, de Richar Zimler
Um amor antigo. Andamos, eu e Os Anagramas, a flirtar há séculos. Ainda não aconteceu chegarmos a vias de facto. Mas vai acontecer, não me chame eu Cristina Maria.

5 - Pecados, de Nuno Napumoceno
Para este livro... não tenho uma explicação a dar. É uma daquelas coisas que não sabemos muito bem como é que nasce. Mas ter escrito, na capa: "Thriller do Ano", deve ter contribuído.

6 - Apagar Estocolmo, de Jens Lapidus
Eu e os policiais nórdicos temos aquela cena... dêem-me um livro sueco, dinamarquês ou islandês e "apago" até ao próximo round.

7 - A Catedral do Mar, de Ildefonso Falcones
A primeira vez que vi este livro, fiquei fascinada com a  capa. Procurem na net ou numa livraria e vejam se não tenho razão. Tem uma magnificência qualquer que me faz olhar e continuar a olhar... quase como se fosse um íman.

8 - O Ministério da Felicidade Suprema, de Arundhati Roy
O Deus das Coisas Pequenas é, sem dúvida, um dos meus livros preferidos de sempre. Sempre que o leio, parece que é a primeira vez. Volto a descobrir a família, com os seus segredos... volto a sofrer as mesmas dores, mas continuo a amá-lo. "Cheira-me" que com O Ministério da Felicidade Suprema acontecerá o mesmo. E este título?! Não é brilhante?!

9 - Mataram a Cotovia, de Harper Lee
Não vale a pena falar muito deste, pois não?!

10 - 1984, de George Orwell
Outro enorme clássico da literatura. Li algures que devia ser de leitura obrigatória. E como nunca o li, acho que está mais que na hora.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Novidade: Leituras para Um Século

Livro da autoria de João Caraça, Gustavo Cardoso e Sandro Mendonça

Leituras para Um Século reúne um conjunto de crónicas que defendem esta e outras ideias: a de que podemos influenciar activamente o mundo que nos rodeia através dos livros que escolhemos ler; a de que podemos transformar-nos a nós mesmos se lermos determinados livros; a de que o universo e o nosso entendimento sobre ele se expandem quando tomamos contacto com certas ideias de certos pensadores (filósofos, biólogos, políticos, cientistas sociais, romancistas, entre outros).

«O mundo compreende-se através da leitura de livros — mesmo na Era da Informação e da sociedade em rede. E este é um livro sobre livros, que procura responder a uma inquietação eterna: como perceber o mundo em que vivemos, moldá-lo e vivê-lo?»

Para ver o interior: clique aqui





segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O Último Cabalista de Lisboa, de Richard Zimler

Terminei, esta madrugada, O Último Cabalista de Lisboa. Andava há que séculos para ler qualquer coisa de Richard Zimler. Ouço, com frequência, elogios à sua escrita, mas ainda não tinha surgido a oportunidade.

Mas, as oportunidades somos nós que as criamos e foi assim que acabei por comprar O Último Cabalista de Lisboa (1996). Esta obra não é apenas um romance histórico, mas também não é apenas um thriller... é um bocadinho de tudo isto e muito mais.

Richard Zimler é um escritor muito inteligente e isso nota-se em cada linha. Na nota de autor deste livro, Zimler diz-nos que este é um exercício de tradução de obras, assinadas por Berequias Zarco, que teriam sido encontradas algures em 1990.

Estamos em 1506, nas vésperas da celebração da Páscoa. Em Lisboa, os cristãos, instigados pelos dominicanos, encetam uma perseguição e um autêntico extermínio dos judeus/cristãos novos, no Rossio, por os considerarem responsáveis pela seca e pela peste.
Milhares de judeus foram mortos, queimados; muitos, eram decepados e os corpos, literalmente, atirados aos animais.
Berequias (nome cristão, Pedro) Zarco, é um jovem estudante da Cabala. Durante os motins, encontra o tio (e mestre) morto, ao lado da uma jovem desconhecida. Ambos estão completamente nus. A cave - a sinagoga secreta da família - onde se encontravam os corpos estava fechada.
E mais, um texto em que o Mestre Abraão trabalhava, desapareceu. Poucos eram aqueles que conheciam aquele local: apenas quatro ou cinco pessoas - os iniciados nos mistérios da Cabala. E é deles que Berequias suspeita; um deles é o traidor e assassino!

Com este livro, conhecemos uma Lisboa quase desconhecida. A Lisboa do século XVI, em que a religião berrava aos ouvidos dos desesperados. Ao mesmo tempo, conhecemos os preceitos judeus, sentimos os cheiros e percorremos com Berequias pelas ruas e vielas desta Lisboa tão estranha, mas tão familiar, ao mesmo tempo.

Fiquei fascinada; quero muito continuar a ler Richard Zimler e O Último Cabalista de Lisboa mais do que confirmou esta minha vontade!

Este foi o 6.º livro que li (este ano), e quase arrisco a afirmar que será, certamente, uma das melhores leituras de 2018.

Novidade: Desaparecido: No Rasto de Billy, de C. L. Taylor

Depois do sucesso Em Fuga, publicado no ano passado, a Topseller volta a trazer aos leitores portugueses uma história inquietante sobre um casal em busca do seu filho desaparecido.

"Um drama familiar emocionalmente duro, com cada incidente a reforçar a ideia de que estamos perante uma família disfuncional, rodeada de mentiras"
Publishers Weekly

"Este thriller repleto de reviravoltas sobre um adolescente desaparecido vai mantê-lo acordado a noite inteira"
Heat

"Além de criar um clima repleto de suspense, Taylor explora o modo como uma tragédia afeta diferentemente cada membro da família"
Booklist



Sobre o livro:
Quando Billy Wilkinson, um adolescente de 15 anos, desaparece a meio da noite, Claire, a sua mãe, culpa-se pelo que aconteceu. Mas não é a única a fazê-lo. Todos os membros da família se sentem culpados.
O facto é que os Wilkinsons estão tão acostumados a guardar segredos entre si, que a verdade só começa a vir ao de cima seis meses depois. E uma coisa é certa: alguém sabe o que aconteceu a Billy.
Claire acredita desesperadamente que o filho ainda está vivo e convence-se de que a família e os amigos não têm qualquer relação com o seu desaparecimento.
E o instinto de uma mãe nunca falha… Ou falhará?

Sobre a autora:
C. L. Taylor é autora bestseller do Sunday Times, especializada em hrillers psicológicos. Os seus livros venderam para cima de um milhão de exemplares, tendo já sido traduzidos em mais de 20 línguas.
Nasceu em Worcester, no Reino Unido, e formou-se em Psicologia pela Universidade de Northumbria.
Dedica-se, desde 2014, à escrita a tempo inteiro. Atualmente vive em Bristol, com o companheiro e o filho.

Desaparecido: No Rasto de Billy é uma edição Topseller (18,79€ | 352 pp.).

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Notícia: Antes de Sermos Vossos, de Lisa Wingate

A Saída de Emergência tem no seu catálogo o título "Antes de Sermos Vossos", de Lisa Wingate, livro que se mantém no TOP dos mais vendidos no New York Times há várias semanas.

"Antes de Sermos Vossos" é baseado num dos mais conhecidos escândalos da América — em que uma instituição de adoção vendeu crianças a famílias ricas.

Sobre o livro:
Inspirado em factos verídicos, esta é a história de duas famílias e da terrível injustiça que as mudou para sempre. Nascida num mundo de riqueza e privilégio, Avery Stafford tem tudo. Filha adorada de um senador americano, com a sua própria carreira como advogada e um noivo maravilhoso à espera em Baltimore, ela vive uma vida encantada.
Mas quando regressa a casa para ajudar o pai com um problema de saúde, um encontro casual com May Crandall, uma idosa desconhecida, deixa Avery profundamente abalada. Ao decidir descobrir mais sobre a vida de May irá embarcar numa viagem pela história oculta de crianças roubadas e adoções ilegais. E cedo irá desvendar um segredo que pode levar à devastação... ou à redenção.

Este romance comovente e fascinante recorda-nos como, apesar de os caminhos que tomamos levarem a muitos lugares, o coração nunca esquece onde pertencemos.

Sobre a autora:
Lisa Wingate é uma antiga jornalista, oradora inspirada e autora de mais de vinte romances campeões de vendas. As suas obras ganharam ou foram nomeadas para numerosos prémios, incluindo o Pat Conroy Southern Book Prize, o Oklahoma Book Award, o Carol Award, o Christy Award e o RT Reviewers’ Choice Award. Wingate vive nas Montanhas Ouichita do sudoeste do Arkansas.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Novidade: A Vítima Tem Sempre Razão?, de Francisco Bosco

Num processo de radicalização política crescente, o debate público tomou as redes sociais e ganhou novas vozes, como os movimentos negros ou feministas. Contudo, esta democratização instaurou, junto a um sentido fundamentalmente justo, um ambiente marcado pelo autoritarismo e por perspectivas rígidas e esquemáticas da experiência social. 
Francisco Bosco investiga as ideias e os métodos dos movimentos identitários, e não se esquiva a polémicas recentes — os blocos de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo que, em 2017, deixaram de tocar clássicos da música brasileira por serem considerados preconceituosos; a mulher branca acusada de apropriação cultural por usar turbante —, razão pela qual este livro provocou ele próprio reacções extremadas no Brasil.

"Unidas todas por um ideal qualquer, as pessoas agem como um enxame de abelhas atacando moralmente um indivíduo identificado como tendo cometido um crime contra esse ideal. Crime, aliás, nem sempre real, e quase sempre desproporcional à sua punição." - in Introdução




Sobre o autor:
Francisco Bosco nasceu no Rio de Janeiro em 1976. É ensaísta e doutor em Teoria da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor e conferencista, foi colunista do jornal O Globo e presidente da Fundação Nacional de Artes do Brasil. Publicou os livros «Orfeu de Bicicleta», «Alta Ajuda» (Tinta-da-china, 2015 e 2013), «Banalogias», «E livre seja este infortúnio», «Dorival Caymmi» e «Da amizade».